Porque vale pena um estagio de três meses no
Instituto de Friedrich Naumann para a Liberdade
A minha
decisão de me candidatar a um estágio na FNF em São Paulo foi, para falar a
verdade, uma mistura entre curiosidade e a saudade do Brasil. Foi curiosidade,
porque eu já participei em seminários sobre o Liberalismo na Academia
Internacional (IAF) em Gummersbach e fiquei impressionado com a qualidade do
ensino, a ideologia, e a estratégia de como fortalecer ideais liberais em
outros países. Quando um professor meu, que também trabalha para a Fundação
Friedrich Naumann para a Liberdade (FNF) me recomendou de me candidatar para um
estágio para esta Fundação, a escolha do país foi muito fácil. Eu pesquisei na
página na internet da FNF em São Paulo e gostei muito do projeto e dos temas
principais para o período de 2008 a 2011.
Eu já morara
no Brasil nove anos atrás e adorei esse país e, ainda mais, adorei o povo. Então
foi também a paixão pelo Brasil que facilitou muito a minha decisão de vir para
São Paulo.
Me
apresentei como voluntário por e-mail e somente três semanas depois já cheguei
a São Paulo.
A FNF
trabalha muito com a Juventude Democratas de alguns estados federais, mas
também tem cooperações com várias ONGs. Portanto, é uma perfeita mistura de teoria
e prática. Logo no começo, eu já tive a oportunidade de participar no primeiro
“Fórum Democracia e Liberdade de Expressão”, realizado pelo Instituto Millenium,
um dos parceiros da FNF. Foi um ótimo começo do meu estágio. Beate Forbriger, a
assessora da FNF no Brasil, confiou na minha capacidade de entender não somente
os palestrantes brasileiros, mas também da América Latina, que palestraram em
espanhol, e me deixou escrever um relatório sobre os resultados desse Fórum.
Foi uma boa experiência, porque me deu a oportunidade de receber informações
importantes sobre a situação da liberdade na América Latina. Também nesse Fórum
eu já tive o prazer de conhecer jovens políticos e parceiros da FNF, como o
vereador Rafael Garcia, Diego Conti e João Pedro Peretto, e adorei conhecer esses
jovens ambicionados com os ideais liberais.

Logo depois eu recebi mais tarefas. Eu fiz várias
traduções de relatórios e escrevi relatórios para a página da FNF no Brasil,
fiz as atualizações das atividades do Instituto e várias outras tarefas que
apareceram no trabalho diariamente. Um
dia eu me encontrei com políticos de Poá para acompanhar o desenvolvimento da página
www.criadoresdeideias.com.br
e para trocar idéias como aperfeiçoar essa página. Um desenvolvimento muito
interessante que eu vou continuar acompanhando na Alemanha também.
Na época
antes das eleições a FNF organizou incontáveis seminários. Houve fins de
semanas com três seminários, e como é nosso objetivo de acompanhar a maioria deles,
eu fui para Criciúma para organizar o seminário, palestrar sobre o trabalho da
Fundação Friedrich Naumann para a Liberdade (FNF) no Brasil e no mundo, e
depois relatar sobre os resultados desse seminário. Conheci o senador Raimundo
Colombo, que será candidato a governador em Santa Catarina e também o moderador
Marcelo Puppi, e fiquei impressionado com o trabalho dele. Foi ótimo!

Eu também participei
em seminários em Ribeirão Preto. Isto foi uma ótima experiência. Eu conheci
melhor Diego Conti, o vereador Marcelo Palinkas, Maria Fernanda Marucci e o
vereador Rafael Garcia, que já foram para Alemanha e palestraram sobre essas
experiências no seminário follow–up. Desta vez, eu acompanhei o diretor da FNF
no Brasil, Rainer Erkens, e tive a possibilidade de saber mais sobre o trabalho
dele. No dia seguinte, houve mais um seminário com a Juventude Democratas de
Ribeirão Preto. Então, a Fundação me deu a oportunidade de ver como todos os
seminários estão sendo preparados e organizados antes no escritório, um
trabalho que precisa de muito tempo, paciência e coordenação, mas acompanhando
esses seminários eu percebi também como estes funcionam na realidade. Assim, eu
também aprendi muito sobre a situação do Liberalismo ao Brasil, um conhecimento
que para mim é muito importante, também porque no exterior não há muitas
noticias sobre esse tema.

No
escritório, a tarefa principal continuou escrevendo e traduzindo relatórios. Eu
analisei pesquisas e índices como, por exemplo, o “Property Rights Index 2010”
e escrevi um relatório que oferece informações sobre a situação dos direitos de
propriedade no Brasil. Assim, aproveitei muito as tarefas e também escrevendo
esses relatórios, eu aperfeiçoei o meu português.

Para
finalizar, quero agradecer a oportunidade de ter feito o estágio. Eu fortaleci
o meu conhecimento sobre Brasil, conheci políticos com os mesmos ideais
liberais, outras cidades, e também aprendi mais sobre o Liberalismo no Brasil.
Eu aprendi como a FNF trabalha e conheci colegas com muita paciência, sempre
gentis, e sempre trabalhei numa boa atmosfera no escritório. Finalmente eu fiz muitas
amizades. Por todas essas e várias outras razões eu posso fortemente recomendar
um estágio na FNF em São Paulo, sempre faria mais uma vez, e já tenho certeza
que logo voltarei para o Brasil e com certeza vou passar no Instituto para ver
os meus colegas de novo.
São Paulo,
14 de maio de 2010
Claus
Michael Schneider