O Instituto Friedrich Naumann para a Liberdade é a representação no Brasil da Friedrich-Naumann-Stiftung für die Freiheit e conta atualmente com cinco parceiros para o fomento e a difusão das idéias liberais em diferentes setores da sociedade.

NOSSOS TEMAS PRINCIPAIS DE 2012 – 2015 SÃO:

-LIBERDADE E PROGRESSO

O progresso na sociedade, na economia e na ciência, é por excelência, o tema que identifica os Liberais. E este progresso deve ser baseado na liberdade intelectual, do contrário, seria somente um pseudo-progresso distante da humanidade, tal qual nos deixou o socialismo do Leste Europeu, que constantemente se vangloriava de suas supostas ideias progressistas. O progresso somente pode acontecer onde as pessoas puderem trocar ideias livremente. Ninguém é possuidor da verdade absoluta. Somente através de “tentativa e erro” (“trial and error”) conseguimos avançar em nosso pensamento. “É o método de estabelecer hipóteses ousadas e submetê-las as mais ferozes críticas, para descobrir em que ponto nos equivocamos”, disse uma vez o grande teórico do conhecimento e filósofo Karl Popper. Contudo, existe uma postura fundamental, que se opõe a esta ideia liberal do progresso e ao espírito aberto relacionado a ela, que por princípio, nega tudo que é novo. Com esta postura, jamais se conseguiriam os grandes avanços, por exemplo, da medicina, que permite às pessoas levarem uma vida mais plena. Temos apenas que pronunciar as palavras “engenharia genética” para perceber como cada vez mais a sociedade se orienta em tabus. Já que esta atitude intelectual, na maioria das vezes, se manifesta contra a competitividade, como condição do verdadeiro progresso, podendo inclusive atrapalhar seus próprios objetivos. É, por exemplo, errôneo em nome do meio ambiente, rechaçar tecnologia e competitividade de mercado, quando os primeiros são o caminho mais eficiente para a solução dos problemas ambientais. A consciência, de estarmos abertos ao progresso que nos permite avançar, tem que ser transmitida com maior ímpeto do que como até então – e esta é a nossa tarefa.

-LIBERDADE E RELIGIÃO

Com o Renascimento, o Humanismo e o Iluminismo se estabeleceu na Europa um novo mundo. Existem, entretanto, velhos contrapesos do novo, que não havíamos esperado que fossem tão veementes logo após o colapso do velho mundo bipolar. Algumas pessoas defendem suas crenças e convicções com uma certeza que destrói toda a cultura da tolerância. A tais representantes de uma visão tão confrontativa não se pode deixar o palco livre através de uma tolerância ignorante. Não se pode aceitar as crenças que, baseando-se na autenticidade religiosa, desrespeitam os Direitos Humanos. O Estado secular deve atentar para que, independentemente da convicção religiosa, sempre sejam respeitados os princípios que também se vinculam a sua própria constituição. “Uma religião deveria adorar a Deus, mas não brincar de Deus”, escreveu o bispo de Limburgo, Franz Kamphaus. Isto se aplica tanto aos evangélicos americanos como aos fundamentalistas de alguns cantos da igreja católica e aos movimentos em comunidades muçulmanas. As sociedades liberais precisam defender seus valores frente aos adversários da ordem liberal. Eles têm que demonstrar o desejo consciente observando seus próprios valores fundamentais. Quem não o faz e não ama a si mesmo, não é capaz de integrar ninguém.

-LIBERDADE E PARTICIPAÇÃO

As pessoas que amam a liberdade, que respeitam a honra e que através de seu próprio projeto de vida transportam sua cultura ao futuro, são os cidadãos essenciais às sociedades livres. Delas depende tudo, um sentido de equilíbrio quanto à sua origem, entre o velho e o novo, em sua capacidade de gerar e proteger uma consciência em favor do bem comum apesar da perda de tradições e compromissos. As sociedades livres estão fundamentadas em uma série de condições que, no sentido estrito, “agem contra a natureza humana para possibilitar uma convivência quase pacífica”, escreveu Joachim Fest. A tolerância, o respeito às minorias, o direito do mais fraco e também do estrangeiro. Porque não é a assistência exagerada que justifica a existência do Estado, senão unicamente a garantia de que os direitos do indivíduo e sua vida privada frente a intrusão alheia serão protegidos (Wolfgang Sofsky). Este é o núcleo da política liberal de Estado de Direito. Tudo isso somente pode funcionar, quando as instituições que suportam isso tudo, também podem contar com a solidariedade, o apoio e o compromisso das pessoas. O êxito da democracia representativa está estritamente vinculado ao triunfo da liberdade, justamente em tempos de crise, quando então menos se atribui valor à democracia. A isto, somam-se inflexibilidades no interior do sistema partidário, que acaloram os descontentamentos. Neste ponto devem ser encontrados novos caminhos para dar uma atratividade maior às instituições democráticas. A discussão sobre mais elementos da democracia direta poderia enriquecer este processo. A tarefa principal de uma instituição de capacitação política como a Fundação Friedrich Naumann para a Liberdade continua sendo a de apoiar os cidadãos fomentando sua capacidade política de decisão e seu sentido de responsabilidade num ambiente livre.

Os temas principais de 2008 - 2011 foram:

-LIBERDADE E PROPRIEDADE - Propriedade privada e sua proteção através da ordem jurídica é uma importante condição para o bem-estar e para o crescimento econômico e, a partir daí, para uma sociedade civil consciente. Frente a uma grande disseminação do preconceito, a proteção da propriedade privada serve especialmente às classes mais pobres da população e lhes possibilita a saída da pobreza através do próprio trabalho. Por isto, nós defendemos uma melhoria da proteção à propriedade privada em todos os países onde temos projetos.

-LIBERDADE E SOCIEDADE CIVIL - No centro de uma sociedade civil livre estão os cidadãos ativos e suas organização voluntária. Somente eles, e não burocracias estatais, tornam a liberdade viável e a asseguram por longo tempo. Por isto, nós apoiamos nossas instituições parceiras no mundo todo a incentivar pessoas e a assumir responsabilidades.

-LIBERDADE E ESTADO DE DIREITO - Somente um Estado de Direito pode preencher prmanentemente o núcleo das atividades que são obrigações do Estado: assegurar a liberdade, a segurança e a propriedade de todas as pessoas. Hoje existe mesmo nas Democracias ocidentais a tendência de se sacrificar muito facilmente os princípios do Estado de Direito em favor de outros objetivos. Por isto é uma obrigação de uma Fundação liberal, defender e fortalecer estes princípios em cada ordem livre.

































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