Sexta-Feira, 03 de setembro de 2010

Brasil - um país economicamente pouco livre

Na tarde do dia 14 de novembro de 2008, por iniciativa do Instituto CATO (http://www.cato.org) e do Instituto Fraser (http://www.fraserinstitute.org), foi realizado um seminário em cooperação na Associação Comercial do Rio de Janeiro – ACRJ intitulado: “Propriedade e Desenvolvimento: Apresentação do Relatório de Liberdade Econômica no Mundo 2008”.



Depois de uma breve saudação feita pelo Embaixador Marcílio Marques Moreira, Ex-Ministro da Fazenda e Ex-Presidente da ACRJ, o Editor-Chefe do “Relatório de Liberdade Econômica Mundial”, o Sr. James Gwartney juntamente com o Sr. McMahon, ambos do Instituto Fraser, explanaram sobre o índice que visa avaliar o grau de liberdade econômico mundial e o seu processo de elaboração.



O índice leva em consideração 42 componentes diferentes (classificados em 5 áreas) de 141 países do mundo que representam 95% da população mundial. Mais de 300 pesquisadores do mundo inteiro fazem parte da equipe de trabalho que levanta os dados para a elaboração do índice.

Para dar a informação sobre o grau de liberdade econômica de um determinado país, é usada uma escala de 1 (pouco liberal) a 10 (muito liberal). Quanto mais livre for o país, mais investimentos externos diretos ele recebe, e assim, será mais desenvolvido. O índice revela também uma conexão estreita entre a liberdade econômica e a liberdade política. O Brasil recebeu uma pontuação total de 6,15, ficando em 91º lugar. Ele tem uma posição maior (ou seja, economicamente menos livre) do que México, Índia, Paraguai e China. O Chile foi classificado em 6º lugar e a Argentina em 114º.



O índice é considerado um dos melhores e mais significativos do mundo. Também já foram elaborados, em cooperação com o Instituto Fraser, relatórios sub-regionais e nacionais da Argentina, China, Índia, etc. (maiores informações em inglês: http://www.freetheworld.com/release.html).

No seminário contribuíram também o Sr. Hannes Gissurarson, Conselheiro do Banco Central Islandês, que relatou sobre a crise financeira atual na Islândia, bem como o Sr. Ivan Vasquez, Diretor do Centro de Liberdade Global e Prosperidade do Instituto Cato.

Texto: Beate Bunse - Assessora, Instituto Friedrich Naumann

































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