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III.
FÓRUM LIBERAL
"Direitos Humanos e a Perspectiva
Liberal"
- Direitos Civis em foco -
Brasília,
25 de maio de 2005
Depois da abertura do seminário pelo Reitor
da UniEuro, Sr. Luis Roberto Liza Curi, o Sr. Iradj
Roberto Eghrari, ex-participante do IAF, falou de sua
impressão pessoal sobre o Seminário Internacional de Direitos
Humanos e a representante da Fundação Friedrich Naumann no
Brasil, Beate Bunse, fez uma breve apresentação dos
trabalhos realizados pela Fundação na Alemanha e no Brasil. A
seguir, Sr. Iradj Eghrari apresentou resumidamente os principais
temas do Seminário em que cada participante fez primeiramente um
relato sobre a situação dos direitos humanos no seu país.
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Depois
disso, foram trabalhados os problemas em comum das regiões
(leste da Europa, Ásia, América Latina, etc.) e
desenvolvidas “sugestões liberais de soluções”. Na opinião
dos participantes latino-americanos as três piores infrações
contra os direitos humanos na América Latina são a tortura,
a escravidão e a discriminação. |
Sr. Iradj relatou que os direitos civis de um
ponto de vista liberal apóiam-se em três bases: o direito à
vida, à liberdade e à propriedade assentados em estado de
direito, segurança e direito à educação e igualdade, onde todos
os fatores devem ser igualmente preenchidos. Porém, a situação
social no Brasil mostra que chega-se a inevitáveis problemas na
procura de soluções para alguns problemas sociais. Pois, como se
pode, por exemplo, fazer uma reforma agrária no Brasil sem se
infringir os direitos de propriedade dos cidadãos? Ou, como se
pode executar uma reforma universitária (direito à educação) sem
se infringir a competitividade ou igualdade de oportunidades?
Os três
conferencistas convidados (presidente da comissão parlamentar de
direitos humanos, deputada federal Iriny Nicolau Corres
Lopes, o subsecretário do Ministério de Direitos Humanos,
Perli Cipriano e o ex-deputado federal e conselheiro do
PFL no senado, Augusto Carlos Garcia de Viveiros, foram
intimados a tomar posição com relação aos conflitos surgidos na
busca de resoluções dos problemas sociais e a denominar algumas
infrações, que seriam do seu ponto de vista as piores, ocorridas
no Brasil contra os direitos humanos.
Como infrações
substanciais foram apontados aquelas contra os direitos dos
indígenas, os direitos dos negros, a escravidão, a tortura
(principalmente nas prisões brasileiras) e a censura (restrição
à liberdade de expressão e destruição de documentos durante a
ditadura militar).
Apesar de
algumas controvérsias, os conferencistas concordaram em que a
aplicação dos direitos humanos em todos os países do mundo deve
ser sempre garantida, independentemente do sistema política do
governo de um país e em que essa vigilância deve ser feita em
trabalho conjunto com os ministérios distintos, a justiça e as
organizações não-governamentais nacionais e internacionais.

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